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Pinacoteca:

Trabalho de Conclusão de Curso Repórter 60+ | Turma 1 de 2026

lugar de histórias, arte e encontros

Para concluir a formação, os focas do Repórter 60+ saíram da sala de aula e foram a campo. Na Pinacoteca de São Paulo, pesquisaram, entrevistaram fontes e frequentadores e apuraram diferentes aspectos de uma das mais importantes instituições culturais do país.

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Values

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This is the space to introduce the values of your business and tell visitors about its importance to you.

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Caros leitores,

o especial que você tem em mãos é o trabalho de conclusão de curso da sétima turma do curso Repórter 60+. A produção teve como foco apurar a vida e o entorno da Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição icônica de experiências culturais na capital paulista.
 

Nas próximas páginas você vai conhecer um pouco mais sobre os três edifícios que compõem a Pinacoteca, que reúnem diferentes momentos da história da instituição e da cidade: o Pina Luz, primeira sede do museu, foi projetado no final do século XIX pelo escritório de Ramos de Azevedo, originalmente ocupado pelo Liceu de Artes e Ofícios e reformado na década de 1990 por Paulo Mendes da Rocha; atualmente, abriga um acervo de cerca de 11 mil obras e importantes espaços de conservação e restauro.
 

O Pina Estação, instalado no antigo Armazém Central da Estrada de Ferro Sorocabana, construído em 1914 também por Ramos de Azevedo e reformado em 2004, hoje recebe exposições temporárias, além de contar com auditório, café e reservas técnicas. O edifício também abriga parte do Memorial da Resistência de São Paulo, importante parte da memória da ditadura civil-militar brasileira, que foi sede do Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS) entre 1942 e 1983. 
 

Já o Pina Contemporânea, inaugurado em 4 de março de 2023, amplia a atuação do museu com uma praça pública, galerias para obras de grande formato, ateliês educativos, Biblioteca de Artes Visuais, auditório, loja, mirante e espaço de acolhimento, consolidando a Pinacoteca como um importante complexo cultural dedicado à arte, à educação e à memória.
 

Os olhares dos nossos focas se voltaram para os seguintes temas: a ⁠história da Pinacoteca; a arquitetura da Pina Luz; ⁠a Pinacoteca e o bairro; a Curadoria; os 60+ na Pinacoteca; programação para crianças; um perfil da coordenadora de Educação da instituição; e por fim, mas não menos importante, os cafés da Pinacoteca.
 

Agora fica o convite para viajar nas histórias contadas pelos repórteres 60+. Esperamos que todos percebam como o papel da arte e da Pinacoteca se mantêm atuais e relevantes na vida cultural paulistana e brasileira.
 

Boa leitura!

Pinacoteca: 120 anos contando história através da arte

De galeria criada no início do século XX a um dos principais museus de arte do país, instituição ampliou seu acervo, renovou espaços e se tornou referência na preservação e difusão da arte brasileira 

Por Alice Faé, Francesco Gosciola e Silvana Malvessi, do Repórter 60+

No final do século XIX, autoridades paulistas buscavam criar espaços que refletissem o crescimento da cidade com ideais da cultura europeia. Em dezembro de 1905, criaram a galeria de arte Pinacoteca, na sede do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, instituição educativa de formação de mãos de obras qualificadas, na Avenida Tiradentes, no bairro da Luz. 

Seu acervo original foi formado a partir da transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (atual Museu do Ipiranga), juntamente com outras seis adquiridas de importantes artistas da cidade, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Antônio Parreiras e Oscar Pereira da Silva.

O crescimento foi notório e, em 1913, a instituição inaugurou a 1ª Exposição Brasileira de Belas Artes. Em 1918, a pintura “Os emigrantes”, de Antonio Rocco, foi comprada pelo Governo para o museu e se tornou a primeira a representar a imigração em São Paulo. 

Durante a revolução constitucionalista, o prédio foi fechado entre os anos de 1930 e 1932 e teve seu acervo distribuído para várias instituições públicas. Em 1939, a instituição foi reorganizada e, em 1947, retornou ao endereço da Avenida Tiradentes.

Caipira picando fumo, de Almeida Júnior  / Imagem: Divulgação

Durante a revolução constitucionalista, o prédio foi fechado entre os anos de 1930 e 1932 e teve seu acervo distribuído para várias instituições públicas. Em 1939, a instituição foi reorganizada e, em 1947, retornou ao endereço da Avenida Tiradentes.

Nos anos seguintes, o acervo continuou crescendo, atingindo, em 1980, três mil obras. Em 1982 o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) tombou o edifício sede, passando a ser exclusivo da Pinacoteca. 

Mudanças significativas ocorreram no museu a partir de 1992, quando o artista plástico e curador Emanoel Araújo foi nomeado diretor, ocupando o cargo por 10 anos. Uma delas foi a reforma do prédio, conduzida em conjunto com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha. O projeto transformou a Pinacoteca em um espaço moderno e mais inclusivo e integrou-a à cidade, abrindo o pátio ao Parque da Luz. 

Ainda durante esse período de transformação, tiveram início no local as exposições internacionais de grande porte. A primeira foi Rodin: Esculturas e Rodin e a Fotografia, visitadas por mais de 183 mil pessoas. 

Mais tarde, sob o comando do museólogo Marcelo Mattos Araújo, foi implementado na Pinacoteca o Núcleo de Ação Educativa e novas obras acrescidas ao acervo, incluindo a doação da Coleção Brasiliana – Fundação Estudar, uma das mais importantes da história do museu, com quase 500 obras centradas no século 19. 

Em 2011, ocorreu a exposição Arte no Brasil - Uma História na Pinacoteca do Estado de São Paulo e, nos anos seguintes, mais exposições internacionais, como as dos artistas Mira Schendel e Ron Mueck. Nesta fase, o museu passou de fato a fazer parte do roteiro cultural da cidade. 

No ano 2020, o museu ficou seis meses fechado por conta da disseminação da Covid-19. No ano seguinte, a exposição dos brasileiros OSGEMEOS se tornou um marco da retomada da vida cultural após a pandemia, recebendo 237 mil visitantes.  

Mais para frente, a Pinacoteca foi expandida com a construção do prédio Pinacoteca Contemporânea e, desde 2006, é administrada pela Associação Pinacoteca Arte e Cultura, por meio de Contrato de Gestão assinado com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. 

Atualmente, tem um acervo de mais de 11 mil itens, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações. Há trabalhos de importantes artistas brasileiros como Anita Malfatti, Lygia Clark, Tarsila do Amaral, Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Candido Portinari e Oscar Pereira da Silva.

Por ano, o local realiza cerca de 15 exposições e recebe aproximadamente 800 mil visitantes. 

OSGEMEOS na Pinacoteca / Imagem: Divulgação

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Como um edifício histórico se reinventou sem apagar o passado 

Reformado nos anos 1990 pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, prédio da Pinacoteca tornou-se referência internacional em preservação e adaptação do patrimônio 

Por Newton Giglio e Tereza Buturi, do Repórter 60+

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A Pinacoteca de São Paulo opera, atualmente, em três prédios: Pina Luz, Pina Estação e Pina Contemporânea. O primeiro é o edifício histórico, localizado na Praça da Luz, região central da capital. Sob direção do artista plástico e curador Emanoel Araújo (1940-2022), que assumiu a direção do museu em 1992, o local passou por uma ampla reforma em 1994. 

O projeto ficou a cargo do arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928-2021) e integrou um programa de revitalização da região central de São Paulo durante o governo Mário Covas. Concluído em 1998, ele transformou a relação entre a edificação e sua função museológica, preservando as características arquitetônicas e, ao mesmo tempo, incorporando novas soluções para adequá-lo às necessidades de um museu contemporâneo. 

No ano 2000, recebeu o Prêmio de Arquitetura Mies van der Rohe para a América Latina, e tornou-se uma referência no debate sobre como adaptar edifícios históricos a novos usos, sem eliminar os elementos que preservam sua identidade. O conceito se aproxima do retrofit, que significa fazer intervenções em construções existentes para adequar, recuperar e modernizar seus espaços, inclusive para atender a novas demandas técnicas e de acessibilidade. 

 

Outras edificações em São Paulo que passaram por esse processo foram Edifício Copan, Farol Santander, Mercado Municipal e Estação da Luz, todos na região central.

Estrutura do prédio Pina Luz / Crédito: Newton Giglio

Preservação com funcionalidade

O estilo arquitetônico original do edifício da Pinacoteca é neo-renascentista, com influências do ecletismo típico dos prédios públicos da época: fachada simétrica, grandes vãos, escadaria monumental e uso de tijolos aparentes. 

 

A intervenção de Mendes da Rocha e equipe manteve essas características, mas introduziu elementos contemporâneos, como estruturas metálicas, painéis de vidro e iluminação cênica, criando um contraste entre o antigo e o novo que virou a marca do lugar. 

 

De acordo com o arquiteto e urbanista Guilherme Osterkamp na dissertação “O Brasil Arquitetura e a Invenção do Patrimônio”, a Pinacoteca é um “exemplo notável”, uma operação bem-sucedida de intervenção no patrimônio edificado.

 

Sua reforma trouxe mudanças funcionais importantes: abertura de novos percursos internos, com circulação mais fluida e acessível e introdução de sistema de climatização e iluminação adequados à conservação de obras. Além disso, foram criados espaços educativos, auditórios e áreas de convivência, como cafés e lojas. Os elementos históricos foram preservados.

Fotos antigas do edifício mostram corredores mais escuros, tetos ornamentais e uma escada mais fechada. Após as intervenções, há espaços amplos, luz natural melhor distribuída e uma linguagem visual mais atual.

 

O prêmio Mies Van Der Rohe de 2000 deu projeção internacional ao projeto, reconhecendo não apenas a sua qualidade técnica, mas também seu valor simbólico. Ele mostrou que é possível preservar a memória arquitetônica de um edifício histórico e, ao mesmo tempo, adaptá-lo às novas necessidades da sociedade.

Detalhes do prédio Pina Luz / Crédito: Newton Giglio

De escola a museu

O espaço que abriga a Pinacoteca nasceu com outra finalidade. Localizado na Avenida Tiradentes, ao lado do Jardim da Luz, foi projetado no final do século XIX pelo escritório de Ramos de Azevedo, com desenho de Domiciano Rossi, para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. A construção começou em 1897 e, em 1900, o prédio já funcionava parcialmente, oferecendo cursos de orientação artística e abrigando o Ginásio do Estado.

Em 1905, o Secretário do Interior e da Justiça do Estado de São Paulo, José Cardoso de Almeida, solicitou uma sala na edificação para instalar a Galeria de Pintura do Estado. Em 24 de dezembro daquele mesmo ano, a Pinacoteca foi oficialmente instituída, tendo recebido pinturas transferidas do Museu Paulista (atual Museu do Ipiranga). Seu acervo inicial era composto por 26 telas. 

 

Nos primeiros anos, o museu compartilhou o espaço com o Liceu e outras instituições de ensino. Ao longo das décadas, passou por diferentes momentos de fechamento e transferência de seu acervo. Por exemplo, em outubro de 1930, foi fechado e cedido à Primeira Legião, vinda do Paraná durante a Revolução de 1930. Em 1932, foi requisitado durante a Revolução Constitucionalista para o Batalhão Militar Santos Dumont, e seu acervo foi espalhado por diversos órgãos públicos. 

 

Em 1947, todas as obras retornaram ao local. Funcionários da Estrada de Ferro Sorocaba auxiliaram na mudança e soldados do Corpo de Bombeiros ajudaram na montagem das salas de exposição. Vinte e três anos depois, a Pinacoteca foi fechada para a sua primeira reforma, sendo reaberta em 1973.

 

O prédio histórico foi tombado em 1982 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico, o Condephaat e, em 1990, o museu passou a ocupá-lo totalmente.

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Diálogos multiculturais entre o museu e o bairro da Luz

Ações extramuros e Programa de Inclusão Sociocultural (PISC) tentam reduzir barreiras de acesso à Pinacoteca

Por Etel Kublikowski, Fiorella Di Pietro, Marcos Paulo Mustafa, Marilia Sanches e Regina Helou, do Repórter 60+

A Pinacoteca de São Paulo, inaugurada em 1905 com projeto de Ramos de Azevedo, está situada no Polo Cultural da Luz, região que reúne um dos principais conjuntos de instituições culturais da cidade de São Paulo. Nos arredores estão atrações como o Mosteiro e o Museu de Arte Sacra, o Jardim da Luz, a antiga Estação Júlio Prestes, onde funciona hoje a Sala São Paulo, e o Museu da Língua Portuguesa. Esse mosaico de oportunidades exerce um papel importantíssimo na função social e transforma a realidade do entorno. 

A urbanista Cibele Riva Rumel, em entrevista concedida ao Repórter 60+, conta que a extinta Empresa Municipal de Urbanização (EMURB) iniciou um projeto em 2005 chamado Nova Luz, quando foram feitos todos os relatórios de impacto social e ambiental para que a área se transformasse em um boulevard, priorizando os espaços para pedestres.

 

“Infelizmente o grupo da Prefeitura não foi reeleito e o projeto foi engavetado”, observa. 

Com a presença da Estação Ferroviária no bairro, muitas transformações foram ocorrendo, em vez de representar uma passagem linear entre prosperidade e decadência. Esse processo produziu um tecido urbano diversificado, relacionado à moradia popular, à imigração, à circulação metropolitana e às atividades comerciais. 

Estação da Luz / Fotos: Divulgação

A Luz também é marcada por usos populares historicamente consolidados, incluindo moradias coletivas, comércio informal, oficinas, serviços, ocupações habitacionais e diferentes formas de utilização dos espaços públicos. Pesquisas realizadas na década de 2000 registraram a presença de moradores de cortiços, trabalhadores informais, profissionais do sexo, população em situação de rua e usuários de drogas, grupos frequentemente reduzidos a representações estigmatizadas do bairro.

A Pina, como todo museu, tem uma função social a cumprir, e entende que só as ações educativas que acontecem dentro do edifício não são suficientes, por isso promove diversas iniciativas extramuros. Maria Stella Silva, coordenadora de inúmeros programas educativos da instituição, conta que, a partir de uma pesquisa realizada para conhecer os públicos que não chegavam até o local, surgiram algumas ações, incluindo o Programa de Inclusão SocioCultural (PISC).

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Maria Stella Silva | Foto: Olivia Justiniano

“Desde 2002, temos esse programa aberto, criado para receber os diferentes públicos, para incluí-los. Nosso foco foi a partir da premissa ‘quais públicos não vêm ao museu’, e entre eles, estão as pessoas em vulnerabilidade social e as senhoras que trabalham no Parque da Luz. Por que não trazê-los para cá? O Pina Contemporânea é o espaço onde nascem esses diálogos”, explica. 

Esse mesmo levantamento que identificou a exclusão desses grupos trouxe outros dados alarmantes. Entrevistas realizadas no Parque da Luz, na calçada da Estação da Luz e na Avenida Tiradentes apontaram que 42% dos respondentes não sabiam onde ficava a Pinacoteca e 81% nunca haviam entrado no museu.

As principais barreiras à frequência citadas foram custo, imagem de espaço restrito e falta de informação, além da percepção de que o público da Pinacoteca seria de “alta escolaridade e nível socioeconômico elevado”.

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Jardim da Luz / Fotos: Divulgação

Pina mais próxima do público

Entre as instituições que já participaram dessas ações estão a Casa de Oração do Povo da Rua e o CAPS AD Prates. Em parceria com essas organizações, a Pinacoteca desenvolveu oficinas de artes, atividades de leitura de imagens, ateliês e visitas educativas, aproximando os frequentadores dessas instituições do espaço museológico e levando experiências artísticas aos seus territórios de convivência.

José Sávio Coelho é um dos exemplos que mostra o impacto de tais iniciativas. Conhecido como Sozé, era participante do programa CAPS AD Prates e começou a frequentar a Pinacoteca através dos programas socioculturais. “O Sozé já tinha um desejo muito grande e uma facilidade para se expressar através da escrita”, conta Maria Stella. “E os educadores sempre influenciaram. Ele vinha mensalmente com os educadores, até que um dia falou: ‘Eu fiz um textinho’ e trazia esses textos!”

Dez anos depois, Sozé publicou um livro, intitulado O inimitável Sozé: viver em São Paulo, cujo lançamento foi na própria Pinacoteca. “O livro é incrível e maravilhoso. Ele é um escritor potente demais”, diz a educadora.

Apesar das ações, Saul Nahmias, que participa ativamente no Conselho de Segurança do Bom Retiro como voluntário e se intitula um líder no bairro, localizado bem ao lado da Pinacoteca, observa que ela ainda não está plenamente integrada ao entorno.

“Ela traz público de fora para conhecer o Bom Retiro, o que é um benefício cultural e econômico, mas não houve melhora na região, especialmente na área de segurança e zeladoria, no bairro como um todo. As melhorias estão concentradas no entorno da Pinacoteca”, enfatiza.

Ele acrescenta que há falta de interação entre as comunidades. “O Bom Retiro tem muitas etnias que não convivem entre si, é como se vivessem em bolhas. A Pina poderia funcionar como um espaço de encontro entre essas culturas, reunindo representantes para conversar sobre problemas comuns”, conclui. 

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Participante da Ação Educativa Extramuros na Casa de Oração do Povo da Rua em oficina de xilogravura. / Fotos: Divulgação

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Por trás das exposições, uma equipe de curadores pesquisa, debate e constrói narrativas que conectam diferentes períodos, regiões, artistas e perspectivas 

Por Maria Covadonga L. Apostólico, Monica Kestener, Soraya Galeazzi e Vera Helena Assis, do Repórter 60+

Bastidores da arte: o papel central da curadoria na Pinacoteca

Fundada há 121 anos, a Pinacoteca de São Paulo carrega o título de museu de arte mais antigo da capital paulista e é uma das instituições culturais mais importantes do país. Com um acervo monumental que ultrapassa 13 mil obras, o espaço preserva a trajetória da arte brasileira desde o século XIX até a produção contemporânea. Hoje, essa herança cultural está distribuída em três endereços fundamentais: a Pina Luz, a Pina Contemporânea e a Pina Estação.

Quando o visitante cruza as portas de uma exposição, o olhar é imediatamente atraído pelas telas, esculturas e pela força das fotografias. O que raramente aparece à primeira vista, porém, é a engrenagem invisível que antecede a chegada de cada peça.

Exposição Alice Yura: um ato fotográfico / Foto: Levi Fanan

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Exposição Alice Yura: um ato fotográfico / Foto: Levi Fanan

Quem determina por que uma obra está ali, posicionada ao lado daquela outra, naquele exato momento? Nos bastidores da Pinacoteca, a resposta passa pelo trabalho da curadoria, cuja função primordial é construir relações.

A curadora Ana Maria Maia explica que a missão do local é "ser um museu de arte brasileira em diálogo com culturas do mundo". Uma equipe de dez curadores e um diretor artístico é responsável por isso. O objetivo coletivo é cuidar da memória artística e aproximá-la das pessoas, tendo a diversidade como eixo central de atuação.

Essa diretriz, na prática, engloba recortes de períodos históricos, regiões do país, gêneros e raças. E, como aponta a curadora, a localização privilegiada da Pinacoteca exige um cuidado redobrado para evitar vieses regionais.

 

"Um museu que está no centro político e econômico como São Paulo não pode nunca ceder à tentação de falar só do Sudeste ou só de São Paulo. O nosso esforço para pesquisar cenas artísticas mais distantes de São Paulo, no Nordeste, no Norte, no Centro-Oeste, no Sul é constante, e isso se faz ver nas obras que entram no acervo e nas exposições que a gente pauta também", salienta.

Exposição Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio / Foto: Levi Fanan

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Na vertente cronológica, a curadoria busca aproximar o passado e o presente, criando mecanismos para dar espaço a raças e gêneros historicamente marginalizados — a exemplo da busca ativa por valorizar autores indígenas no acervo, em um esforço genuíno de reparação histórica.

Por trás de cada escolha visível ao público, existe um intenso trabalho coletivo. A equipe curatorial se reúne semanalmente para debater tanto os projetos que já estão em cartaz quanto aqueles que só verão a luz do dia daqui a dois ou três anos. Nesse fórum, definem-se temas, artistas, linguagens e recortes históricos.

A ideia é evitar que a narrativa do museu se torne estática. Isso fica evidente na exposição de longa duração da Pina Luz. "A gente resolveu assumir um partido bem radical no sentido de quebra, que foi o de organizar as salas por temas e não por cronologia", comenta Ana Maria. As salas funcionam, então, como verdadeiros espaços de pesquisa, experimentação e revisão. Em paralelo, o museu mantém exposições temporárias, que duram de quatro a cinco meses, garantindo uma rotação dinâmica em suas galerias.

Exposição Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio / Foto: Levi Fanan

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Pinacoteca busca garantir autonomia e inclusão de públicos diversos

Programas, recursos e adaptações nos três edifícios da instituição visam tornar as visitas mais acolhedoras para idosos, pessoas com deficiência e grupos em situação de vulnerabilidade social 

Por Eliane Kreisler, Luzia Aliano, Regina Simões e Vera Dorneles, do Repórter 60+

Um dos desafios permanentes da Pinacoteca de São Paulo é atender à diversidade de público. O local recebe crianças, jovens e adultos, incluindo idosos, pessoas com afasia (distúrbio que afeta a capacidade de compreender e/ou produzir linguagem),  deficiência auditiva, baixa escolaridade ou sem letramento, além de visitantes que necessitam de recursos específicos de inclusão. Nesse contexto, a proposta é encontrar maneiras de garantir que cada um possa vivenciar o museu com autonomia, segurança e dignidade. 

Para o grupo 60+, a instituição conta, desde 2013, com o programa Meu Museu, que visa promover experiências educativas, a fim de fortalecer a autonomia e estabelecer relações entre as memórias pessoais e sociais preservadas pelo museu. 

“O programa recebe desde idosos autônomos até os com fragilidades físicas e cognitivas, com propostas adaptadas às necessidades de cada um”, explica a coordenadora de Educação Maria Stella Silva. Em 2025, o Meu Museu recebeu 1.823 pessoas acompanhadas por 313 cuidadores e responsáveis.

Yolanda Arrigo, 62 anos, moradora de São Paulo, é visitante assídua da Pinacoteca.

“Eu adoro este lugar. Acho que a gente tem de aproveitar a nossa cidade”, disse ao Repórter 60+. 

“Não sinto nenhuma dificuldade, os funcionários orientam a gente muito bem. As exposições são muito importantes, bem organizadas. Eu não utilizo a visita guiada, pois gosto de seguir de forma autônoma.”

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Yolanda Arrigo / Foto: Luzia Aliano

Ordile Zervinati, de 66 anos, morador de Santana de Parnaíba (SP), teve a sua primeira experiência em um museu na Pinacoteca. 

“A visita teve um significado especial, pois estava com a família. Foi muito positiva e não tive nenhuma dificuldade. Acho que o local deve manter a melhoria e programas para idosos”, salientou.

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Ordile Zervinati / Foto: Luzia Aliano

Acesso a todos

Inaugurada em 2023, a Pina Contemporânea, um dos espaços que compõem a Pinacoteca de São Paulo, foi concebida exatamente com a proposta de ampliar o acesso ao museu para diferentes públicos, inclusive pessoas em situação de vulnerabilidade social sem condições de pagar e grupos de instituições sociais e ONGs.  

“A proposta vai muito além de simplesmente abrir as portas do museu. É preciso oferecer condições para que todos possam entrar, circular, compreender as exposições e aproveitar a visita”, destaca Maria Stella.

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A arquitetura do edifício contribui para isso, com espaços abertos à circulação e sem portões que funcionem como barreiras físicas. O acolhimento também é considerado parte fundamental da experiência. Por isso, é realizado atendimento a essas pessoas por uma equipe capacitada e treinada periodicamente, incluindo profissionais de Libras (Língua Brasileira de Sinais). 

Para grupos específicos, ainda é disponibilizado transporte adaptado e kit lanche, de acordo com inscrição prévia e disponibilidade de vagas.

Maria Stella Silva | Foto: Olivia Justiniano

“Sou morador de rua, e gostei muito da acessibilidade para o público idoso, como rampas e ausências de barreiras físicas. As obras que conheci despertaram em mim profunda saudade da família, da qual estou distante”, relatou Aparecido Braga, de 66 anos, que é de Sorocaba, no interior de São Paulo.

Todos os edifícios que compõem o museu - além do Pina Contemporânea, o Pina Luz e o Pina Estação - contam com rotas acessíveis, entradas com rampas de acesso dentro das normas da ABNT, elevadores, banco de descanso nas salas de exposições e banheiros acessíveis.

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Aparecido Braga / Foto: Luzia Aliano

Cadeiras de rodas manuais e motorizadas estão disponíveis para uso interno gratuito, e as portas de entrada das exposições têm dimensões suficientes para a entrada do equipamento.

No edifício Pina Luz, há piso tátil e audioguia na Galeria de Esculturas Brasileiras, no segundo andar. Essa galeria é especialmente elaborada para possibilitar que visitantes com deficiência visual possam usufruir da arte autonomamente.

O local ainda conta com audiodescrições de obras de arte disponíveis por QR codes, quatro relevos táteis e videoguia em Libras, também disponível por QR codes.

Serviço

Pinacoteca de São Paulo

Horário de funcionamento: de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h (entrada até 17h). Pina Estação, Pina Luz, Pina Contemporânea têm entrada gratuita aos sábados e segundos domingos do mês.

Mais informações: http://www.pinacoteca.org.br

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Foto: Vera Souza

Museu conta com atrações voltadas ao despertar da curiosidade e da criatividade das crianças

Por Marli Vasserman e Vera Ligia Pires de Souza, do Repórter 60+

Arte para experimentar: Pinacoteca oferece experiências para o público infantil 

A arte não precisa ser apenas observada. Ela pode ser desenhada no chão, experimentada na parede, construída com peças e descoberta por meio de brincadeiras. É com essa perspectiva que a Pinacoteca de São Paulo conta com uma programação voltada às crianças e às famílias, aproximando o público infantil das obras de maneira participativa e lúdica. 

Ao longo do ano, o museu realiza exposições e oficinas para essa turma, e recebe grupos escolares para ações educativas adaptadas às diferentes faixas etárias.  Além disso, há atividades especiais durante as férias.

A proposta educativa coloca a infância no centro da experiência com a arte. Instalações sensoriais e espaciais, obras históricas e contemporâneas, jogos, materiais lúdicos e narrativas convidam as crianças a observar, criar, brincar, construir, tocar e modificar o espaço. Dessa forma, elas deixam de ser meras espectadoras e passam a participar ativamente da experiência artística.

“Quando uma pessoa ou um grupo sai com o olho brilhando, significa que a exposição ou a atividade foi um sucesso”, avalia Maria Stella Silva, Educadora da Pinacoteca de São Paulo.

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Foto: Vera Souza

Crianças experimentam as artes

Uma das atrações do museu focada no público infantil, embora se estenda a visitantes de todas as idades, é a exposição “Para crianças: Experiências com a arte desde 1968”.

Realizada na Pina Contemporânea até outubro de 2026, apresenta obras interativas de diversos artistas nacionais e internacionais, permitindo aos pequenos explorar diferentes formas de expressão artística. Um exemplo disso é uma seção que trabalha os medos da infância, convidando os frequentadores mirins a vestir fantasias que simbolizam anseios comuns à etapa da vida, como medo do escuro, de monstros, guerras e ficar sozinho.

Durante a visita, crianças de diferentes idades experimentam os espaços livremente, podem usar os brinquedos, brincar em um grande tanque de areia e uma mesa repleta de peças brancas de Lego. Tudo convida à interação coletiva, ao uso da imaginação e à liberdade do brincar.

Foto: Vera Souza

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A Pinacoteca também promove o Pinafamília, projeto voltado para famílias das mais diversas configurações, cujo objetivo é promover a convivência familiar no espaço do museu e no contato com as obras de arte. 

Ele acontece todo segundo domingo do mês, de março a dezembro, a partir das 10h, e busca desenvolver processos de aprendizagem em arte por meio de atividades lúdicas e participativas, como oficinas, jogos e espetáculos.

O projeto conta ainda o espaço interativo Pinapequenos, especialmente criado para crianças de 0 a 4 anos, com experiências sensoriais e lúdicas para que elas também possam usufruir do museu. 

Além disso tudo, há um catálogo disponível para o público infantil na loja da Pinacoteca. Com linguagem simples, jogos e ilustrações, o material foi desenvolvido para que as crianças continuem explorando o universo da arte de forma divertida e criativa mesmo depois da visita.

Serviço

A Pinacoteca de São Paulo funciona de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita aos sábados e no segundo domingo de cada mês. Crianças de até 10 anos não pagam. Acompanhantes de pessoas 60+ e pessoas com necessidades especiais também não pagam.

Mais informações no site https://pinacoteca.org.br/ e nas redes sociais da instituição.

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Maria Stella Silva: a educadora que transforma relações dentro e fora da Pinacoteca 

Com formação multidisciplinar e atuação no museu desde 1998, profissional desenvolve programas voltados a funcionários e visitantes e defende um espaço cada vez mais inclusivo e atento às diferenças 

 

Por Cláudio Corrêa e Marco Oliveira, do Repórter 60+

Maria Stella Silva, educadora sênior da Pinacoteca de São Paulo, cativa de imediato o interlocutor. É uma jovem senhora de atitude despojada, olhar expressivo, sorridente, falante e ágil nos movimentos, dando atenção irrestrita àqueles com quem conversa. 

No início de sua vida profissional, trabalhou como bancária e, nos tempos de faculdade, escolheu Jornalismo, mas acabou não completando o curso. Na Pina desde 1998, ela percebeu que suas atividades profissionais requeriam estudos mais variados e decidiu dedicar-se a diversas áreas de competência: Educação Artística, História das Artes, Arteterapia, Educação Corporal e Gerontologia.

Essa busca por ecletismo tem, sobre seu trabalho, repercussões muito diretas. Por exemplo, estudar dança a levou a uma maior consciência corporal, o que acabou sendo de enorme importância para sua atividade.

Ela dá como exemplo um segurança, que pode permanecer em pé, em seu posto de trabalho por até oito horas, e esse profissional precisa ter plena consciência de como preservar sua saúde. “Já trabalhei muito sobre a questão das dores nos pés e nas pernas das pessoas”, revela. 

Um dos dois importantes programas educativos aos quais Maria Stella se dedica na Pinacoteca é voltado justamente ao público interno: consiste em desenvolver uma maior consciência funcional nos membros das equipes de funcionários – recepcionistas, atendentes de sala, pessoal de segurança, limpeza, entre outros. 

No geral, essas pessoas executam tarefas de apoio operacionalmente simples. Todavia, devemos enxergar a real complexidade de suas atividades por uma outra lente: o trabalho requer que tenham alta proficiência no trato com os públicos com que interagem, que são tão variados quanto especiais em diversos sentidos. 

O outro programa educativo que conta com a dedicação de Maria Stella é focado nos públicos externos: estudantes, professores, idosos, artistas, curadores, profissionais de montagem de exposições e visitantes em geral, além das pessoas que circulam nas imediações - o museu está situado em uma área da cidade na qual se desloca uma ampla variedade de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Papel fundamental

Ao longo dos anos, a Pinacoteca tem valorizado muito a nova visão que se tem do que vem a ser hoje um museu, procurando não apenas mostrar objetos guardados, mas sobretudo torná-los dinâmicos e inclusivos.  

Maria Stella tem total consciência dessa profunda mudança e sabe da importância de seu papel para que haja êxito. “Nestes anos que tenho passado aqui, minha vida se transformou. Minha experiência em lidar com as pessoas mudou radicalmente, porque meu olhar para o semelhante tornou-se mais refinado, cuidadoso. Mais atento às diferenças e sensível às suas necessidades”, avalia. 

A educadora aprendeu a enxergar especificidades nos diferentes públicos com os quais lida: o turista tem um jeito de ser; o estudante, outro; o frequentador assíduo, que ama e respeita profundamente a arte, mais um. “Aprendi a diferenciá-los de imediato”, afirma.

Além disso, ao trabalhar com os funcionários da Pinacoteca, ela se aproxima deles, é acolhedora, valoriza a autoestima de cada um, deixa-os à vontade, convida-os a relaxar e a desfrutar dos encontros que promove, ao ponto de, nessas conversações, as pessoas pouco a pouco revelarem espontaneamente suas fragilidades e necessidades. 

Maria Stella sente que efetivamente ajuda essas pessoas: “Elas se tornam mais conscientes de suas vidas e de como podem vivê-las melhor e centrar-se no trabalho que fazem”, observa. “Elas perdem o receio de se expor!”

E ela se orgulha de seu trabalho produzir ganhos de eficiência. Por exemplo, a rotatividade dos profissionais de segurança, mesmo sendo eles terceirizados, diminuiu, com o processo educativo que lhes é oferecido. Também pessoas que trabalhavam na limpeza voltaram a estudar.

“Num dos casos, uma senhora não alfabetizada não apenas voltou à escola, como decidiu se candidatar a uma vaga em uma posição mais confortável na instituição e foi aprovada”, relembra.  “Isso é muito gratificante, é um verdadeiro prêmio”, completa.

A educadora acrescenta que a Pinacoteca tem contribuído muito para o seu desenvolvimento profissional e pessoal: “Lembro de quando ingressei. Cada nova exposição me convidava a um intenso relacionamento com outros educadores, curadores e especialistas. Em uma exposição de esculturas, por exemplo, tive contatos incríveis com curadores, especialistas em fundição, críticos de arte e professores de história da arte. Os cursos nas faculdades não oferecem essa riqueza de experiências”, encerra. 

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Vai um cafezinho?

Um café bem tirado e um bolo quentinho podem deixar a visita à Pinacoteca ainda mais interessante e saborosa, não importa a hora do dia

 

Maria Aparecida Castilho, do Repórter 60+

Qualquer passeio cultural fica mais completo com um cafezinho no final para arrematar as impressões do dia. Discutir as obras acompanhado de um espresso caprichado e um pão de queijo recém-saído do forno é um daqueles programas que deixam qualquer um feliz para o resto do dia.

 

Isso é particularmente verdade quando se trata do complexo da Pinacoteca. O museu hoje se divide em três prédios – Pina Luz, Pina Estação e Pina Contemporânea – e cada um deles conta com um café para chamar de seu, todos sob a marca Fitó.

 

O Fitó foi criado em 2017 como “um restaurante de cozinha brasileira com base nordestina” em Pinheiros, a partir do trabalho da chef Cafira Foz e seu sócio, Thomaz Foz. Hoje, é responsável pelos três cafés no complexo Pinacoteca, com cardápios variados e criativos.

Fitó Café Pina Luz

Um dos pontos altos do Fitó Café na Pina Luz é seu terraço nos fundos do museu, que tem vista para o Parque Jardim da Luz. De lá, é possível apreciar o movimento do parque e do museu e saborear pratos para todos os tamanhos de fome. Veio com vontade de café da manhã? Que tal um queijo quente ou cuscuz com ovo e queijo coalho? Para acompanhar, uma variedade de cafés especiais, como o café espresso fermentado, com notas de caju, sidra de maçã e rapadura. Chegou para o almoço? Não tem como errar com o PF do Fitó: carne ou frango à milanesa, acompanhado de purê de batata, vinagrete de feijão fradinho, folhas verdes, com uma cumbuca de arroz branco.

 

Endereço: Praça da Luz, 2, Luz — São Paulo – SP

Horário de funcionamento: quarta a segunda-feira, das 10h às 18h

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Fitó Pina Luz / Imagens: Divulgação

Fitó Pina Estação

O Fitó da Pina Estação fica estrategicamente localizado ao lado do Memorial da Resistência e próximo à Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).  Aqui, o foco está em almoços leves, lanches e refrescos. Destaque especial para os bolos, que aliam simplicidade e sabor na mesma medida, como o bolo de fubá com goiabada e o bolo mesclado com calda de chocolate, feito com massas branca e de chocolate. Para beber, soda de coentro ou refrigerante de gengibre são boas pedidas.

 

Endereço: Largo General Osório, 66 - Santa Ifigênia, São Paulo - SP.

Funcionamento: Quarta a segunda-feira, das 10h às 18h.

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Fitó Pina Estação / Imagens: Divulgação

Fitó Pina Contemporânea

Restaurante e café que fica dentro do prédio mais recente do complexo. Entre os destaques do cardápio estão o bobó de camarão com caruru e o baião de dois com paçoca de cogumelos. Para sobremesa, vá de filhós de doce de leite e cajá, um bolinho meio de chuva, meio panqueca, coberto por doce de leite e calda de cajá. Para quem quiser só tomar um drinque, o restaurante tem uma variada carta de vinhos e coquetéis.

 

Endereço: Avenida Tiradentes, 273

Horário de funcionamento: de domingo, segunda e quarta-feira das 10h às 18h, e de quinta a sábado das 10h às 23h, fechando às terças-feiras.

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Fitó Pina Contemporânea / Imagens: Divulgação

Da sala de aula para o campo.

O TCC encerra uma etapa, mas não a curiosidade dos nossos focas.

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Durante o curso, eles aprenderam a observar, perguntar, ouvir, apurar e transformar informação em narrativa. Na Pinacoteca, tiveram a oportunidade de colocar tudo isso em prática.

Quer ver como foi esse processo?

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