O esquecimento dos anciãos na educação

A forma como educamos mudou profundamente nas últimas décadas. Modelos tradicionais que valorizam a transmissão oral do saber e a participação dos mais velhos perderam espaço para uma educação centrada na informação teórica e nas ferramentas digitais.
Nos dias de hoje está havendo muitos conflitos de gerações, quando as pessoas idosas estão perdendo seu papel na educação dos netos, por causa da influência digital, da vida corrida dos pais, e vão perdendo assim as vivências e trocas com quem viveu mais, sofreu ou foi feliz, e compreendeu a vida. Os idosos são frequentemente preteridos.
Devemos resgatar o papel do idoso, recuperar a participação dos avós, valorizar a experiência dos mais velhos e priorizar a transmissão oral dos valores morais e espirituais, que são fundamentais para que a educação volte a ser verdadeiramente, uma preparação para a vida.
O idoso deixou de ser visto como referência de sabedoria e passou a ser afastado do processo educativo. Seria necessário a urgência de resgatar a participação dos mais velhos, pois é por meio do diálogo com eles que a educação pode voltar a formar não apenas o intelecto, mas também o caráter e o espírito do indivíduo.
O casal Marion Lauren e José Ramon Navarro fundou em 2001 os Centros Etievan no Brasil. Na Venezuela, onde viveram, já trabalhavam com o Método Etievan, que é uma modelo de educação não-formal, que tem como objetivo fomentar o despertar da consciência “só acessível quando corpo, mente e sentimento estão em harmonia”, ensinam. Desde que chegaram ao Brasil, em 2001, trabalham com este método, principalmente em escolas públicas e grupos familiares.
A criadora do método foi Nathalie de Salzman Etievan, que os convidou a ajudar o Centro Etievan, focado nos três aspectos “corpo, mente e sentimento”.
Luzia G. Aliano, Repórter 60+
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